Maria Alcina (1974)

domingo, 3h00
onde: Baile do Arouche
(Largo do Arouche)
Gravado em 1974 após o sucesso no Festival Internacional da Canção de 1972, Maria Alcina é um disco marcado, não só pela interpretação arrasadora, e absolutamente diferenciada da cantora, como pelo lançamento de músicas de João Bosco e Aldir Blanc. A forma anárquica e eletrizante com que Maria Alcina executa cada uma das faixas deste LP, soltando sua voz grossa, quase masculina, em meio a gritos e gargalhadas, transformou o disco num álbum obrigatório aos que admiram a boa música brasileira e de suam importância na história de Maria Alcina.

Maria Alcina

Meio tropicália, meio vedete de teatro de revista Maria Alcina é uma intérprete única, de visual extravagante, uma espécie de releitura de Carmem Miranda, ela era uma andrógena musical cuja performance funcionava como espécie de válvula de escape para a repressão cultural, sexual e política. Rotulada pela censura militar como “indecente e depravada”, ela consagrou-se com sua interpretação de Fio Maravilha, no Festival Internacional da Canção de 1972. Responsável por versões inigualáveis de clássicos da música popular brasileira como Fio Maravilha, de Jorge Benjor, Mamãe, Coragem de Caetano Veloso e Torquato Neto, além de composições de Joâo Bosco e Aldir Blanc, Rita Lee, Noel Rosa, Eduardo Dusek e Carmem Miranda, Maria Alcina executa na Virada Cultural 2008 seu álbum Maria Alcina de 1974.