Meio tropicália, meio vedete de teatro de revista Maria Alcina é uma intérprete única, de visual extravagante, uma espécie de releitura de Carmem Miranda, ela era uma andrógena musical cuja performance funcionava como espécie de válvula de escape para a repressão cultural, sexual e política. Rotulada pela censura militar como “indecente e depravada”, ela consagrou-se com sua interpretação de Fio Maravilha, no Festival Internacional da Canção de 1972. Responsável por versões inigualáveis de clássicos da música popular brasileira como Fio Maravilha, de Jorge Benjor, Mamãe, Coragem de Caetano Veloso e Torquato Neto, além de composições de Joâo Bosco e Aldir Blanc, Rita Lee, Noel Rosa, Eduardo Dusek e Carmem Miranda, Maria Alcina executa na Virada Cultural 2008 seu álbum Maria Alcina de 1974.