Vibrações (1967) de Jacob do Bandolim

domingo, 9h00
onde: Teatro Municipal
(Praça Ramos de Azevedo)

Jacob do Bandolim: consagrado como um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, foi no choro que encontrou a melhor forma de expressar sua genialidade musical, compondo músicas eternas e produzindo excelentes discos. Despertou para a música ainda criança, tendo como primeiro instrumento um violino, que passou a tocar com grampos de cabelo por não se adaptar ao uso do arco. A mãe, vendo a dificuldade do filho para tocar, descobriu um instrumento próprio para esse tipo de execução, comprando um bandolim para Jacob, iniciando a história do maior bandolinista da história da música brasileira. Durante toda a década de 1930, ele dividiu seu tempo entre a música e diversos trabalhos: vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia.

Por ter seu ganha-pão assegurado, não dependia financeiramente da música, tendo liberdade para compor e tocar sem pressões de gravadoras. Jacob do Bandolim é até hoje um referencial na arte de tocar um bandolim e influenciou músicos dos mais diversos estilos, que vão de Paulinho da Viola a Pepeu Gomes. Vibrações: Gravado nos estúdios da Victor RCA em 1967, Vibrações é sem dúvida alguma um marco na história do choro. Nele, o mestre bandolinista atinge o máximo de seu virtuosismo em interpretações insuperáveis. Ele foi acompanhado pelo seu conjunto Época de Ouro (que tinha no violão de 7 cordas, Benedito César Ramos de Faria, pai de Paulinho da Viola) na execução das doze canções que soam espontaneamente, como se os músicos estivessem tocando em uma roda de choro.

Vibrações traz composições do próprio Jacob, Ernesto Nazaré, Pixinguinha e de outros músicos brasileiros menos conhecidos. Em Vibrações, Jacob procurou valorizar instrumentistas talentosos e desconhecidos do grande público. Na Virada Cultural 2008, Vibrações será executado por Danilo Brito, jovem talento da música brasileira, bandolinista de primeira linha, e por Hamilton de Holanda, outro virtuosíssimo bandolinista, considerado por muitos como o maior do mundo.

Faixas

  1. Vibrações (Jacob do Bandolim)
  2. Receita de samba (Jacob do Bandolim)
  3. Ingênuo (Pixinguinha)
  4. Pérolas (Jacob do Bandolim)
  5. Assim mesmo (Luiz Americano)
  6. Fidalga (Ernesto Nazaré)
  7. Lamento (Pixinguinha)
  8. Murmurando (Fon Fon)
  9. Cadência (Joventino Maciel)
  10. Floraux (Ernesto Nazaré)
  11. Brejeiro (Ernesto Nazaré)
  12. Vésper (Ernesto Nazaré)

Danilo Brito

Danilo Brito começou a tocar bandolim com 5 anos. Em São Paulo, freqüentou as famosas Rodas de Choro da Contemporânea e da Del Vecchio, considerada uma espécie de formação acadêmica da música, pela complexidade musical dos choros, o requinte dos instrumentistas e o grau de detalhe das melodias tocadas na roda. Lançou o primeiro CD Moleque Atrevido, em 1999, com músicas próprias, contando com a participação especial do Grupo Bachorando em todas as faixas. No ano de 2004 venceu o prêmio VISA de Música Popular Brasileira - Edição Instrumental, prêmio que lhe valeu o lançamento do CD Perambulando, também pela gravadora Eldorado. Na Virada Cultural 2008, executa o clássico álbum de Jacob do Bandolim, Vibrações, ao lado de Hamilton de Holanda.

Hamilton de Holanda

Filho do violonista José Américo de Oliveira, Hamilton começou a tocar bandolim aos seis anos de idade, quando formou com o irmão (o violonista Fernando Cesar) o duo Dois de Ouro. Em 1995, ganhou o prêmio de melhor intérprete no II Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro e, três anos depois, foi a vez de arrebatar o terceiro lugar do Prêmio Visa de MPB Instrumental. Em 2000, foi uma das atrações do Free Jazz Festival. Lançou dois discos com o irmão: Destroçando a Macaxeira e A Nova Cara do Velho Choro. Já tocou ao lado de Hermeto Pascoal, Zélia Duncan, Marco Pereira, Marcos Ariel, Rosa Passos e outros.

Na Virada Cultural 2008, executa o disco Vibrações de Jacob do Bandolim, ao lado de Daniel Brito.